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Cinco são ouvidos sobre incêndio no Museu da Língua Portuguesa

Museu Incendiado

A polícia intensificou esta semana o trabalho para investigar as causas do incêndio que destruiu o museu da língua portuguesa no final do ano passado. Cinco pessoas já foram ouvidas. O inquérito aberto na delegacia do Bom Retiro, na região central de São Paulo, já tem ao menos sete páginas. O bombeiro civil Ronaldo Pereira da Cruz morreu tentando combater o fogo.

Elas trazem os detalhes do incêndio contados por quem trabalhou no combate ao fogo no prédio histórico e também por diretores do museu.
Rodrigo Tolentino foi um dos primeiros bombeiros a chegar, ele conta que “após apagarem as chamas, durante a vistoria no imóvel, constataram que na sala, próxima de onde estava o bombeiro civil que faleceu, havia uma escada armada, bem como equipamentos de combate a incêndio.”

Denilson Storai, comandante do 2º Grupamento dos Bombeiros, disse que viu a escada armada na sala em que teria iniciado o fogo. “Havia uma mangueira para combate de incêndio engatada no hidrante, fato que fez concluir que ele estava tentando combater as chamas.”

Valdir Xavier de Melo, Guarda Civil Metropolitano, disse que subiu as escadas até o primeiro andar, tendo então avistado os brigadistas do próprio museu, porém tinha muita fumaça. Ele teve um contato rápido com o brigadista Ronaldo e lembrou ter visto ele entrar na área do incêndio. Na primeira vez ele conseguiu sair. Na segunda, não.
Também prestaram depoimento para a polícia o diretor do museu, Antônio Sartini, e o diretor de infra-estrutura do museu, Evandro Pereira.

O Jornal Nacional mostrou, nesta terça-feira (5), as imagens das câmeras de segurança do museu. O vídeo mostra funcionários testando a iluminação pouco antes do incêndio. Às 14h52 pedaços em chamas começaram a cair do teto, em um dos corredores.

O local é exatamente onde ficavam essas redes da exposição sobre o historiador Câmara Cascudo. Às 14h53, a câmera registra a chegada do bombeiro civil Ronaldo da Cruz. Menos de dois minutos depois, o fogo já tinha tomado conta da área.

O trabalho de remoção dos destroços do incêndio continua na estação da Luz. Depois que o prédio estiver limpo, técnicos vão avaliar detalhadamente os estragos provocados pelo incêndio. Esta análise deve ser determinante para a reconstrução do museu. Ainda não há prazo para conclusão do laudo sobre as causas do incêndio.

Fonte: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2016/01/cinco-sao-ouvidos-sobre-incendio-no-museu-da-lingua-portuguesa.html